ÓrbitaLIS n.24: Ciência Cidadã

A liberdade, a prosperidade e o desenvolvimento da sociedade e dos indivíduos são valores humanos fundamentais. Só serão atingidos quando os cidadãos estiverem na posse da informação que lhes permita exercer os seus direitos democráticos e ter um papel activo na sociedade. A participação construtiva e o desenvolvimento da democracia dependem tanto de uma educação satisfatória, como de um acesso livre e sem limites ao conhecimento, ao pensamento, à cultura e à informação. — Manifesto da IFLA/UNESCO sobre bibliotecas públicas (1994)

Hackerspaces, ciência cidadã e ciência comum: apontamentos para uma articulação

O artigo de Beatriz Cintra Martins discute as especificidades da ciência aberta, ciência cidadã e ciência comum, comparando as características dos hackerspaces, os fablabs e os makerspaces. Concentra-se particularmente nos hackerspaces como um tipo específico de espaço alternativo de pesquisa, produção e aprendizado colaborativo, onde os chamados tecnocidadãos se engajam na apropriação da tecnologia para a intervenção sócio-política.

Fonte: Liinc em Revista (25.05.2017).

Maker Culture Liminality and Open Source (Science) Hardware: instead of making anything great again, keep experimenting!

Discute a prototipagem dos Hardware de Código Aberto, refletindo sobre a atual dinâmica entre a política e a criação dos “makers” de ciência cidadã, entre outras atividades do tipo Faça-Você-Mesmo. Este é um novo movimento de comunidades tecnológicas de caráter liminar, plural, condicional, transnacional e nacionalista, cujos riscos e benefícios são experimentados em vez de serem avaliados. A autora defende a uma atuação mais diversa da utilização desses Hardwares, com maiores possibilidades de conexão com públicos variados e interesses públicos.

Fonte: Liinc em Revista (27.04.2017).

Laboratorios ciudadanos, laboratorios comunes: repertorios para pensar la universidad y las Humanidades Digitales

O artigo de Paola Ricaurte Quijano e Virginia Brussa discute a importância da experimentação inovadora e produção colaborativa da cultura acadêmica dos laboratórios, especialmente das Humanidades Digitais, que habilitam processos criativos e produtivos para a transformação social e institucional; e na difusão, documentação e facilitação dos processos de produção de conhecimento da ciência aberta à cidadania, a aprendizagem distribuída e os dados abertos para cidadãos comuns, não exclusivos dos espaços acadêmicos.

Fonte: Liinc em Revista (03.05.2017).

Ciencia ciudadana como emprendimiento de la ciencia abierta: el riesgo del espectáculo de la producción y el acceso al dato. Hacia outra ciencia ciudadana

O artigo de Julieta Piña Romero analisa as dinâmicas do sistema de ciência aberta tal como vemos hoje, centrados na produção e acesso ao dado. A autora adverte sobre os riscos oriundos de uma prática de sofisticada coleta e classificação de dados e as implicações democráticas e espetacularização surgidas da abertura científica. Propõe-se atrelar a ideia de crítica, demanda e confrontação cidadã à concepção de ciência cidadã.

Fonte: Liinc em Revista (25.05.2017).

REFERÊNCIA

MANIFESTO DA IFLA/UNESCO sobre bibliotecas públicas, 1994. Disponível em: <https://www.ifla.org/files/assets/public-libraries/publications/PL-manifesto/pl-manifesto-pt.pdf>. Acesso em: 05 set. 2017.

IMAGEM: La danse (1909), de Henri Matisse. Museu Hermitage de São Petersburgo, na Rússia.

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