OFLCLIPPING - Semanário Teleológico

Destaque da semana

Ex-agente do FBI usa inteligência artificial para encontrar traidor de Anne Frank

Após a invasão da Holanda pelas forças nazistas, Anne Frank e sua irmã, Margot, e os pais, Otto e Edith, se refugiaram com outras quatro pessoas judias num esconderijo secreto atrás de uma estante de livros na loja da família, em Amsterdã. Por dois anos o grupo conseguiu se manter escondido, com a ajuda de quatro funcionários do estabelecimento, mas em 4 de agosto de 1944, foi descoberto. Agora, após pouco mais de sete décadas, o ex-agente do FBI Vince Pankoke pretende reabrir o caso para identificar o traidor que forneceu a localização do esconderijo aos nazistas. E para analisar milhares de documentos, conta com a ajuda de um sistema de inteligência artificial. O projeto está sendo liderado pela produtora holandesa Proditione Media, que lançou uma campanha de financiamento coletivo para bancar a investigação, que será transformada num documentário. Com experiência na investigação de cartéis de drogas colombianos, Pankoke foi contratado para liderar a equipe de 20 pesquisadores, historiadores e analistas de dados para revisar “um dos maiores casos arquivados” sem solução do século XX. A equipe de especialistas terá o apoio de um algoritmo criado pela empresa Xomnia para analisar relatórios da polícia, listas de espiões nazistas, arquivos investigativos de simpatizantes da família Frank entre outros documentos, para encontrar conexões e novas linhas de investigação. Segundo Pankoke, revisar toda essa documentação levaria décadas, mas o sistema de inteligência artificial pode cumprir essa função em segundos.

O Globo - 04.10.2017

Ásia

The internet knows your secrets: book reveals biases and fetishes people tell Google

Já se perguntou por que as empresas gastam tanto na coleta e análise de dados? Afinal, são apenas dígitos e matemática complexa. Os dados podem ser difíceis de compreender, mas são um tesouro para aqueles que estão nas áreas de comércio, governança, mídia, entre outros. Mas, o que são dados? Ou, a pergunta certa a perguntar é: quem é o dado? A resposta é: Você. Os dados são pessoas como você e eu, que estão inundando a internet com toneladas de informações pessoais, incluindo nossos desejos, fetiches e gostos mais profundos e mais sombrios. Em seu novo livro, "Everybody lies: what the internet can tell us about who we really are", Seth Stephens-Davidowitz, ex-cientista de dados do Google, lança luz sobre o nosso "eu interior". O livro contribui para que as pessoas confrontem suas realidades e pratiquem o autoconhecimento. Davidowitz afirma que muitas das opiniões e gostos que as pessoas tentam esconder são recuperados pelo Google como "temas mais pesquisados", de modo que a internet acaba por registrar e evidenciar os desejos mais secretos dos indivíduos. Ao contrário de várias metodologias populares de coleta de dados, Seth fundamenta-se, sobretudo, nas buscas do Google para estruturar sua pesquisa. As descobertas de seu estudo são chocantes e tristes, mas, no entanto, reveladoras. Em seu sentido amplo, o livro de Seth Davidowitz é uma contribuição importante para aqueles que querem saber um pouco mais sobre o uso e implementação do Big Data.

The Hindustan Times - 03.10.2017

África

Cidade da Praia acolhe quatro dezenas de autores

A primeira Morabeza - Festa do Livro, na Cidade da Praia, vai reunir cerca de 40 autores, a partir de 30 de Outubro, e apresenta uma programação que se estende às escolas, com espetáculos musicais e debates. Num comunicado à imprensa, a organização aponta o certame, que tem como palco central o Palácio da Cultura, em Cabo Verde, como “o maior evento literário dos países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP)”. A programação da festa tem prevista uma feira do livro, mesas de debate, concertos, sessões de poesia, ações de formação, visitas a escolas e universidades, um colóquio dedicado ao poeta Eugénio Tavares (1867-1930), um seminário internacional sobre o escritor cabo-verdiano Luís Romano, que se radicou no Brasil na década de 60. Ainda, o festival conta com o “Programa de capacitação profissional de recursos humanos”, que inclui as temáticas “Como criar uma editora?”, apresentada como uma “oficina de gestão editorial, ‘marketing’ e comunicação, em que se dão os fundamentos básicos da organização de uma editora” e “a internacionalização da literatura de Cabo Verde”, destinada a “apresentar a literatura cabo-verdiana nos mercados internacionais, seja na óptica do autor, do editor ou das políticas públicas de promoção da cultura”, entre outras.

Jornal de Angola - 04.10.2017

América do Norte

La 'Semana de los libros prohibidos' reivindica en EE.UU. la libertad de leer

Personagens LGBTQ, linguagem ofensiva e conteúdo sexualmente explícito eram o denominador comum dos livros mais sujeitos a censura nos Estados Unidos em 2016, que acabaram por servir como argumento para que a American Library Association (ALA) defendesse a liberdade de leitura e acesso à informação. A "Semana de Livros Proibidos" chama a atenção para as restrições que alguns livros enfrentam - no ano passado, um total de 323 reclamações recebidas -, mas também comemorou que a maioria conseguiu permanecer nas prateleiras da biblioteca, livrarias e escolas. "O número de queixas aumentou no que tange às questões relacionadas à comunidade LGBTQ e também a vários autores, como Gabriel García Márquez, que é latino-americano", afirmou a presidente da American Library Association, Loida García-Febo. Desde 1982, esta iniciativa valoriza o acesso aberto à informação e apoia a liberdade - amparada pela Primeira Emenda dos EUA - para procurar e expressar ideias", incluindo o que alguns consideram pouco ortodoxo ou impopular", diz a ALA.

La Estrella de Panamá - 30.09.2017

América Central

Encourage Youngsters To Read

"Um dos desafios que tive ao ensinar as crianças a ler foi a falta de concentração", lembrou Lena Gouldbourne, professora aposentada de um colégio na Jamaica. "Eles não estavam interessados. Eles preferiam assistir televisão e jogar videogames". Nesse contexto, é continuamente dito que ser capaz de ler garante o sucesso de uma pessoa, e quão mais cedo um sujeito começa, melhor. A leitura tem seus benefícios, como ajudar a desenvolver a mente de um jovem leitor e prepará-lo para o sucesso no futuro. O indivíduo seria capaz de compreender vários assuntos. Ouvir histórias expõe as crianças a novas palavras, construindo seu vocabulário, melhorando suas habilidades de compreensão, criando e construindo sua imaginação, para não mencionar apresentá-las a diferentes culturas. Nesse panorama, a jamaicana Gouldbourne expõe os inúmeros benefícios se incentivar os hábitos de leitura em jovens e crianças.

The Gleaner - 01.10.2017

América do Sul

A Briquet de Lemos, principal editora da área de biblioteconomia, vai encerrar suas atividades

A editora criada em 1993 pelo bibliotecário, professor e editor Antonio Agenor Briquet de Lemos, anunciou o encerramento das suas atividades em 02 de Outubro de 2017. Na área da Biblioteconomia é considerada um dos mais importantes empreendimentos editoriais.

Carta Capital 28.09.2017

Europa

Abrió la Feria Liber y se levanta el puente editorial Madrid-Frankfurt

Todos os anos, quando outubro começa, as editoras olham para Madrid e Frankfurt. Entre essas cidades é construída uma ponte de andaimes sólidos que une as coordenadas de duas grandes feiras onde as decisões mais importantes do universo literário são tomadas. Ontem, a Feria Internacional del Libro-Liber, foi inaugurada na capital espanhola, em um quadro de otimismo, já que o setor local passou por um cenário de crescimento nos últimos três anos. As feiras de Madrid e Frankfurt duram poucos dias e ambas são dedicadas ao mesmo ecossistema, mas com foco depositado em diferentes aspectos. No primeiro, os escritores têm mais presença e, ao mesmo tempo, a venda física do livro é feita, enquanto a segunda é um espaço de negócios, onde eles compram e vendem direitos e as traduções são acordadas.

La Nación - 04.10.2017

Oceania

Turning Pages: The joys of overseas bookshops

Segundo Jane Sullivan, colunista do The Canberra Times, visitar livrarias de outros países pode ser considerada como um dos melhores momentos de uma viagem. Ela acredita que o ambiente familiar desses locais, bem como a história que seus livros contam, proporcionam lembranças inesquecíveis. Sullivan conta sua experiência em duas livrarias, que tornaram-se suas prediletas: Daunt Books, em Londres, especializada em livros de viagem, e a Shakespeare and Company, famosa livraria independente localizada em Paris.

The Canberra Times - 06.10.2017

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