Um fundo documental feminista na crítica histórica das classificações...?

A Organização do Conhecimento nasceu O²S²O e se silenciou? A historicidade do território da classificação e da descrição bibliográfica no campo hoje dito informacional se especializou na direção da ponte entre o positivismo e o neopositivismo? ​ Se acompanharmos parte da fragmentada historiografia da Ciência da Informação, um discurso aponta o Mundaneum como sua constituição mais sólida, o mito de pioneirismo mais crível. Temos então, nas ações de Paul Otlet e Henri La Fonttaine como centralidades históricas para uma justificativa de nascimento. Leia mais AQUI.

Zubiri e Bourdieu no labirinto científico

Zubiri e Bourdieu podem ser considerados “companheiros de viagem”, segundo Guerrero Anaya (2016). Para esse autor, tanto Zubiri como Bourdieu estão de acordo sobre a “necessidade de eliminar uma leitura metafísica da ciência atual”. Concordam também que “o empirismo dominante no campo das ciências modernas não é solução dos problemas que surgem ao se pretender fundamentar as teorias e métodos científicos”. Entretanto devemos salientar que os seus pontos de partida são distintos (GUERRERO ANAYA, 2006). Para Zubiri “o papel da filosofia não se limita a uma mera análise dos sistemas conceituais utilizados na ciência, sendo também necessário estudar as elaborações teóricas da razão científica de

Teorias críticas em organização do conhecimento

Da Luneta Aristotélica de Emanuele Tesauro à Desclassificação de Antonio García Gutierrez, passando pela Epistemologia Social, e por toda a dimensão do pensamento de Hope Olson, percorrendo os labirintos das práticas de metarrepresentação dos sujeitos, das palavras e das coisas, as teorias da Organização do Conhecimento nos apresentam a miséria e a fratura do mundo. Reuni-las, (re)pensá-las, problematiza-las e testa-las em suas potencialidades críticas, eis o destino dos satélites. Leia muito mais AQUI.

Objetos da experiência

Os objetos da experiência representam as manifestações diante do pensamento crítico. Eles significam e comprovam a limitação básica da subjetividade humana no que diz respeito ao conhecimento teórico. Confira o verbete e mais AQUI.

Zubiri na Ciência da Informação: traçados possíveis

Em Zubiri encontramos ideias originais sobre questões que a filosofia vem debatendo acerca das noções de inteligência e realidade (FERRAZ, 2005). Frente à tradicional dissociação entre sensibilidade e inteligência que está na base das correntes de pensamento empirista e racionalista, Zubiri, a partir de uma análise do sentir de cunho fenomenológica, propõe a ideia de inteligência senciente (ZUBIRI, 2011a; 2011b; 2011c; FERRAZ, 2005). Nessa concepção, “não existiriam dois actos, um de sentir e outro de inteligir, mas sim um único ato unitário de sentir no qual a intelecção se realiza no ato mesmo do sentir (intelecção senciente). Inteligir, ao contrário de apenas conceber conceitos (inteli

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Destaque da semana Oito livros russos para você encontrar o sentido da vida Os escritores russos são mestres em discutir das grandes questões da existência humana. Por isso, se você está procurando por respostas, confira estes livros - no mínimo você encontrará algum significado no processo de lê-los! Em seu livro "O sentido da vida" o sobrevivente de Auschwitz e psiquiatra Viktor Frankl insiste que o homem pode sobreviver a qualquer tipo de sofrimento se tiver significado na vida. Só é preciso encontrar esse significado, mesmo que sozinho no universo. Se você tiver lido algum romance clássico russo do século 19, certamente encontrará personagens que pensam demais e estão em busca de sua mis

1968, Ciência da Informação: 50 anos de marxismo, luta social e teoria crítica

Diários da travessia... Notas sobre a crítica da epistemologia histórica em curso... Por que apenas aceitar a crítica da definição neoliberal de Ciência da Informação como única abordagem crítica? Por que são tão silenciosas as epistemologias históricas que possibilitam à crítica sua materialidade epistêmica socialmente válida? A construção epistemológica do campo informacional, como grande parte de todas as esferas da vida social no Ocidente, ganhou a face hegemônica do angloamericanismo: as alternativas passaram a ser interpretadas como anomalias epistêmicas no plano profundo kuhniano, ou seja, doenças ou sequelas do não-ajustamento à "razão que ganhou". O papel de uma epistemologia histór

De Bourdieu à Zubiri

Olhares sobre e caminhos do campo científico... A proposta teórica de Bourdieu apresenta uma sociologia da sociologia e uma superação do teoricismo e metodologismo dessa mesma sociologia, assim como das visões filosóficas que se tomam como perspectivas a-históricas e a-sociais (BOURDIEU, 1983, 2004; GUERRERO ANAYA, 2006). Para Marteleto e Saldanha (2016, p. 82) Pierre Bourdieu tece uma crítica às “sociofilosofias” por estas serem “incapazes de analisar um campo objetivo de práticas sociais”. Desse modo, “acabam por projetar intuições e prescrições filosóficas sobre o que consideram ser o ‘social’, ou no caso, o ‘informacional’, sem que este se constitua propriamente um objeto de estudo”. Iss

Uma classificação marxista...

As classificações ocidentais, impregnadas de uma teoria da neutralidade de fundo lógico-cognitiva, escondem na própria vitrine de suas falácias a verdade ideológica que as fundamenta. ​ O uso intensivo da hegemonia da categorização de origem ocidental sustenta, ainda, o apagamento das mais variadas potencialidades emancipatórias via classificação. A luta por uma classificação ranganathaniana, sob uma lógica que sugere a velha e fabulosa trama aristotélica, demonstra que as aparências, aqui, por sua vez, ocultam a culturalidade expressa de cada gesto ordenador de coisas e de palavras. Leia mais no O²S²O.sat !

A biblioteca na guerra: experiências norte-americanas de defesa nos anos 1940

O papel da biblioteca na guerra, que engloba as táticas e estratégias de defesa necessárias durante um grande conflito, provém de uma realidade que não é vivenciada invariavelmente por todos os países. Para os bibliotecários brasileiros, por exemplo, pode parecer difícil conceber o conjunto de atribuições demandadas em ocasiões tão atípicas. Isto porque, apesar da participação brasileira nas marcantes guerras da primeira metade do século XX, a experiência brasileira em tais eventos, em termos de impacto na sociedade e na vida cotidiana dentro do país, alcançou uma dimensão muito menor do que em grandes potências que estiveram presentes no centro do conflito, como os Estados Unidos, por exemp

Ciência da Informação: janelas epistemológicas

A constituição do campo científico da Ciência da Informação (CI), bem como do seu estatuto epistemológico, é ainda uma questão em aberto, apesar de todos os argumentos e afirmações colocados pelo pluralismo metodológico das ciências sociais e das suas perspectivas interdisciplinares e transdisciplinares (GONZÁLEZ DE GÓMEZ, 2001; MARTELETO; SALDANHA, 2016; MELOGNO, 2013; MOSTAFA, 1985, 1996, 2005). Para González de Gómez (2001, p.5-6), por seu “caráter estratificado”, a informação permite a existência de inúmeras possibilidades de articulação dos estudos do campo, sejam eles pela via semântica, sintática, institucional e infra estrutural, além de sempre “ensejar uma disputa conceitual em aren

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Destaque da semana Libros para niñ@s en tiempos del Ni una menos Já se foram os momentos em que uma menina que queria saber sobre o feminismo tinha que encontrar e ler os livros de sua mãe, escondidos em algum lugar. Atualmente, o mesmo material exclusivo é editado para meninas e crianças que querem saber sobre o feminismo e sobre mais de cinquenta mulheres desconhecidas para o mundo de hoje. Os eventos das conquistas femininas destes últimos anos fizeram aumentar as vendas editoriais do gênero e também criaram um discurso na moda. A maioria das produções que circulam para as crianças não se concentram no feminismo do ponto de vista teórico, mas visibilizam as mulheres que estavam escondidas

De Marx à Savova! O que será a Ciência da Informação...?

Elena como um epitáfio à "história" da Ciência da Informação... A luta social no campo informacional pode ser desconstruída permanentemente por transgramáticas que provêm de diferentes contextos. Dentre estas, podemos identificar, no decurso de uma teoria do conhecimento que inventou a informação como a hylé salvadora da Modernidade incontornável, a geopolítica científica mundial, a economia política da epistemologia, a crítica epistêmica a-histórica e, por fim, a tecnologização da discursividade. No primeiro caso, reconhece-se a própria pregnância do angloamericanismo como marca de um modelo formalização da língua de todas as linguagens, a unidade inicial e final de toda lógica e de toda re

Entre o Organon e a Retórica...

Encruzilhadas da organização do conhecimento... Na discussão metametodológica da Organização do Conhecimento (OC), uma dupla via metodológica se anuncia: uma direção analítico-conceitual, outra discursiva. Ambas têm um solo epistemológico comum: Aristóteles (“um” Aristóteles do Organon, “outro” da Retórica). Porém, pelas lentes da OC, as duas vias estão igualmente fundadas no campo informacional. Elas partem de experimentos já apontados por diferentes teóricos. Porém, reconhecemos a hegemonia do plano de aplicação e de teste da primeira abordagem, principalmente a partir da expressão do pensamento de Ingetraud Dahlberg. Na via discursiva, reconhecemos já existência de uma frente de trabalhos

Novidades no Portal: Instagram Ecce Liber

Para ficarmos cada vez mais conectados com o universo científico e deixar vocês mais próximos das nossas atividades, o Ecce Liber agora está também no Instagram! Vai lá no @ecceliber e acompanhe mais de perto nossas editorias e as nossas andanças pelo mundo biblioteconômico-informacional. Fonte: Banco de imagens Ecce Liber

As bibliotecas do Saara

Muito além de um deserto! O Saara é um habitat socialmente construído e, com tal, em grande parte, esconde-revela, vive-cultua, o conhecimento registrado. Ali foram edificadas historicamente distintas bibliotecas e essa é a proposta a desvelar indicada pelo trabalho da maître de conférence da Universidade de Bordeaux 3, Marie-France Blanquet (2013), na Revue de Bibliologie. Eis o Saara, um vasto território de dezenas e dezenas de culturas, com pluralidades comerciais, religiosas e científicas... E muitas bibliotecas... O enfoque remonta mais uma vez os riscos do modelo da anglofonia americana na hegemonia do pensamento informacional mundial. Pouco se sabe, pouco se discute do pouco que se sa

ÓrbitaLIS n.30: Quem é Quem?

"Pela hora do meio-dia, com a maré, A Ilha Desconhecida fez-se enfim ao mar, à procura de si mesma." — José Saramago (1998, p. 62) “[...] não encontrei/ pensei: se eu não tivessse me lembrado de que a frase não era minha/ ela seria minha?/ pensei: se eu me lembrasse onde li todas as frases que escrevi/ alguma seria minha? [...]” — Ana Martins Marques (2015, p. 25) O método biográfico, assim como seu produto, as biografias e suas potencialidades narrativas, descritivas e cronológicas, representam, para o campo científico, uma fonte direta e indireta de reflexão. Como aponta Goldenberg (2004) em sua análise das metodologias em ciências sociais, tal método comporta duas direções confluentes: o

O²S²O.sat no ar!

Um observatório das teorias críticas da organização do conhecimento em campo... A construção da noção de Organização Ordinária dos Saberes Socialmente Oprimidos (O²S²O) segue uma fundamentação negativa, segundo a tradição filosófica: quer se negar enquanto conceito, posto que o que revela deve ser apagado. ​ O foco está em cartografar, reunir, organizar, analisar, discutir, experimentar e visibilizar teorias, métodos, práticas, processos, produtos, equipes e instituições orientados para os estudos críticos em organização do conhecimento. Leia mais AQUI!

Retórica e organização do conhecimento

As linhas discursivas dos loci epistêmicos... Como Capurro (1992) no olhar epistêmico-informacional, as abordagens da filosofia da linguagem (principalmente aquelas de fundo da epistemologia da pragmática) demarcam a influência histórica na constituição do pensamento informacional e da Organização do Conhecimento (OC) da Filologia e da Retórica. Tais abordagens são anteriores à própria fundamentação da Linguística (quando aparece, no cenário pós-Saussure, um conjunto de trabalhos que apontam para as relações entre OC e os domínios da linguagem, como o caso da Terminologia, ou no caso da semiótica e da semiologia). Especificamente, por exemplo, no plano semiológico, encontramos a presença de

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Destaque da semana Por que você deve cercar-se de mais livros do que conseguirá ler em vida Se o seu ritmo de leitura não acompanha nem de perto seu ritmo de compra de livros, sua biblioteca lotada não é um sinal de fracasso ou ignorância, é um emblema de honra. Este é o argumento que o autor e estatístico Nassim Nicholas Taleb explica em seu bestseller “O Cisne Negro”. Taleb inicia suas reflexões com uma piada sobre a incrível biblioteca do escritor Umberto Eco, que contém uma quantidade de livros de cair o queixo: 30 mil volumes. Eco leu mesmo todos esses livros? É claro que não, mas esse não era o ponto de cercar-se de tanto potencial de conhecimento ainda não realizado. Ao fornecer um le

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