Logos e informação: pós-verdade e segredo

Cassin (2008) nos leva a compreender o papel fundacional do desenvolvimento da política a partir do logos. Em seus termos, o desenvolvimento da cidade é fruto da logologia, o fruto de um mundo onde os homens vivem juntos a partir de seus modos de fala. A cidadania se condiciona como consistência lógico-gramático-retórica do liame social, a autonomia do político. O logos, desta maneira, é a produção contínua da cidade, local dos consensos, dos dissensos, dos acordos, da contradição. Assim, a substituição do físico pelo político se dá como partilha, como um acordo discursivo. No plano marxista, porém, encontramos aqui a condição da dialética interna do signo, ou seja, segundo Bakhtin (2006), t

Chamada de artigos LIINC em Revista - Dossiê Organização do Conhecimento: agendas sociopolíticas e s

Chamada de artigos Liinc em Revista Dossiê “Organização do Conhecimento: agendas sociopolíticas e seus conflitos históricos” Submissão de artigos: de 1 de fevereiro de 2018 a 9 de julho de 2018 em http://www.ibict.br/liinc A Liinc em Revista encontra-se aberta à submissão de artigos para avaliação entre pares, para publicação no número 2, volume 14, no mês de novembro de 2018. Aceitam-se artigos originais em português, espanhol e inglês. Esse número contará com um dossier sobre “Organização do Conhecimento: agendas sociopolíticas e seus conflitos históricos”,organizado pelos profs. Gustavo Saldanha (Ibict), Rosali Fernandez de Souza (Ibict) e Luana Sales (CNEN), conforme a descrição a segui

A política da lógica booleana

Na zona retórica onde a lógica se faz gramática... Como nos lembra Auroux (1998), desde o nascimento da silogística aristotélica nós conhecemos uma definição da noção de linguagem formal. Todavia, somente dois milênios depois temos a transformação da abordagem lógica na relação com a abordagem do cálculo. O cruzamento dessas correntes nos conduz ao processamento automático da linguagem. Com Boole, no século XIX, nós entraremos em contato com as primeiras máquinas calculadoras lógicas, ou seja, chegamos à materialização dos princípios silogísticos. No século seguinte, nós sabemos, encontramos avanços extraordinários nessa máquina. Definida por Auroux (1998) como uma entidade matemática, a cha

OFLClipping - Semanário teleológico

Destaque da semana Com avanço tecnológico, fake news vão entrar em fase nova e preocupante Avanço da tecnologia tornará cada vez mais fácil falsificar áudios e vídeos, levando as fake news a uma nova e mais preocupante fase. Autores debatem eficácia de iniciativas para combater esse tipo de manipulação. Sugerem ser necessário discutir o que deu errado com a internet e repensar o contrato social para a informação. Folha de S. Paulo - 08.04.2018 Ásia Book fair crowds a beacon of hope Mais de 1,8 milhões de pessoas participaram da 46ª National Book Fair e da 16ª Bangkok International Book Fair, na Tailândia, de 30 de março a 8 de abril, levando as editoras a expressarem otimismo acerca do cresc

Biblioteconomia Internacional: reflexões de um professor na África do Sul

Desde seu princípio a presente editoria busca propor um modo de pensar que aborde não apenas o contexto de construção das relações biblioteconômicas e informacionais na esfera local, mas que esteja também aberto à reflexão sobre as interatuações biblioteconômicas no mundo. Ou, em outras palavras, a ideia é abrir um diálogo sobre a interação entre as múltiplas perspectivas que o campo, de modo geral, pode apresentar. A abordagem desse viés aqui têm raízes em boa parte nos estudos de Peter Johan Lor (2008), pesquisador na Universidade de Pretoria, África do Sul, e autor que se dedica à construção teórica do que é chamado de Biblioteconomia Internacional. O tópico, pouco presente entre os estud

Desclassificação, dialética e alternativa epistemológica

Incluir ou excluir... Uma epistemologia alternativa, ou uma alternativa epistemológica se coloca no dilema do gesto classificatório: desclassificar o mundo a partir da dialética, apontando para a miséria das normatividades hegemônicas até o momento definidas. ​ A teoria central da Organização do Conhecimento se daria, pois, como uma teoria da Organização Ordinária dos Saberes Socialmente Oprimidos: a Desclassificação vislumbra e operacionaliza uma dialética transcultural, sob a via dos tópoi. Em outros termos, sob cada discurso podemos perceber, nas experiências em linguagens documentárias, os dilemas da opressão e da desigualdade. Ali está a fronteira trágica das teorias em Organização do C

Sofística cibernética e barbárie

Da política na mão dos pilotos inconsequentes... Atualmente os potenciais ou falsos segredos de Estado são adotados como verdade, e, mais do que isso, como salvaguarda no contexto público para as verdades ocultas. Por sua vez, existe uma “produção pública de segredos”, das (in)transparências governamentais aos perfis individuais garimpados em redes sociais, gerando a acumulação simultânea e massiva de dados para exploração, domínio, controle. Pouco importa, segundo os preceitos persuasivos da pós-verdade, se um dado segredo é falso, ou é verdadeiro. Sua propagação condiciona, em termos de McLuhan, sua condição de crença de verdade. E o jogo de publicização de discursos (secretos) que se quer

OFLClipping - Semanário teleológico

Destaque da semana Buy a book, put money in dropbox: This 24x7 Dubai bookstore runs on public trust A livraria, conhecida como Book Hero, está montando um pequeno estande em Dubai, em funcionamento até maio. A loja não tem equipe e funciona com base na confiança do público. A Book Hero tem mais de 20.000 romances em estoque e conta com uma caixa de coleta de pagamento chamada Trust Box, tornando-a a primeira livraria sem funcionários da região. Tudo o que os clientes precisam fazer é deixar seu dinheiro na caixa e pegar o livro desejado! "Não empregamos funcionários simplesmente porque confiamos em nossos clientes. Eu visito o lugar uma vez por dia para substituir o estoque e coletar dinheir

A luta continuará: Ciência da Informação e revolução social

Diários da travessia... dados e fatos do decurso de uma pesquisa... A pergunta de Robert Estivals, já ao cair da noite, em julho de 2014, era simples... Por que Dilma Rousseff cedia à pressão neoliberal do mercado financeiro? Não... A pergunta, na tradução literal, era mais clara: Por que Rousseff é "de direita"? A resposta era e é complexa... O retorno dos conservadores em seu avanço assassino contava com acordos assustadores "à esquerda", no curso da potencialidade de destruição completa das migalhas progressistas lançadas na América Latina, como também no resto do mundo, nas últimas décadas. Contudo, talvez as margens (e não o leito) das verdadeiras conquistas ainda em aberto de François

O trivium e a lição nhambiquara sobre o simbólico

Prolegômenos ao estado metainformacional... Em sua presença no Brasil, Claude Lévi-Strauss (1957), conhecedor da ausência de escrita e de outras manifestações complexas de desenho por parte parte da nação nhambiquara, distribuiu entre os indígenas folhas de papel e lápis. A princípio, os nativos nada fizeram com o material. Poucos dias depois, Lévi-Strauss (1957) viu os indígenas ocupados em traçar linhas horizontais onduladas no papel. Para a interpretação do antropólogo, estavam imitando as ações da escrita desenvolvidas por ele no cotidiano da convivência, porém sem nenhuma semântica. Na visão de Lévi-Strauss, o chefe do grupo percebera, entretanto, algo distinto. O líder solicitou um blo

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