Todos os sistemas: Condillac e a organização do conhecimento por Gustavo Saldanha & Leyde Klebia

A invenção linguística dos processos classificatórios tem em Condillac um marco, talvez superior ao prelúdio de Bacon. O papel da noção de sistema se coloca como fundacional, forma de dizer e de constituir a racionalidade empírica.

"A 'língua-analítica' de Condillac representa, pois, a infraestrutura, a estrutura e a aplicação de um sistema. Este nada mais é do que o arranjo dos diferentes elementos de uma arte ou de uma ciência numa ordem que os torna mutuamente dependentes, um reflexo do classificar. Os elementos primários levam e explicam os últimos. Aqueles que explicam os outros são chamados princípios, e o sistema é tanto mais perfeito quanto os princípios são menos numerosos: é até desejável que sejam reduzidos a um. Em todos os sistemas existe um primeiro princípio ao qual os diferentes elementos que os compõem estão subordinados. (CONDILLAC, 1991) O abade de Condillac (1991), em seu tratado dos sistemas de 1749, aplicou-se particularmente à descrição de todos os sistemas abstratos. Segundo ele, existem três tipos de princípios abstratos em uso. Os primeiros são proposições gerais exatamente verdadeiras em todos os casos. O segundo são proposições verdadeiras nos modos mais marcantes. E por isso somos levados a supor que são verdadeiros em todos os aspectos. Os últimos são alguns relacionamentos vagos que nós imaginamos entre coisas de uma natureza diferente. O primeiro não conduz a nenhum lugar. Os outros dois só levam a erros. E isso é o que o autor do tratado sobre sistemas prova pelo exame de diferentes sistemas."

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