OFLClipping - Semanário Teleológico

Destaque da semana

Por que você deve cercar-se de mais livros do que conseguirá ler em vida

Se o seu ritmo de leitura não acompanha nem de perto seu ritmo de compra de livros, sua biblioteca lotada não é um sinal de fracasso ou ignorância, é um emblema de honra. Este é o argumento que o autor e estatístico Nassim Nicholas Taleb explica em seu bestseller “O Cisne Negro”. Taleb inicia suas reflexões com uma piada sobre a incrível biblioteca do escritor Umberto Eco, que contém uma quantidade de livros de cair o queixo: 30 mil volumes. Eco leu mesmo todos esses livros? É claro que não, mas esse não era o ponto de cercar-se de tanto potencial de conhecimento ainda não realizado. Ao fornecer um lembrete constante de tudo que ele não sabia, a biblioteca de Eco o manteve intelectualmente faminto e continuamente curioso. Na verdade, quanto mais você sabe, maior é a prateleira de livros não lidos. Vamos chamar essa coleção de livros não lidos de antibiblioteca. ”Uma antibiblioteca é um lembrete poderoso de suas limitações – a vasta quantidade de coisas que você não sabe, sabe pela metade, ou que um dia perceberá que estava errado. Ao conviver diariamente com esse lembrete, você pode levar a si mesmo em direção ao tipo de humildade intelectual que aprimora as tomadas de decisões e conduz o aprendizado.

Awebic - 28.08.2018

Ásia

No Afeganistão, crescimento das vendas de livros

Em muitos países as editoras lutam para sobreviver, mas no Afeganistão elas tiveram um crescimento súbito, apesar da baixa taxa de instrução do país. Apenas dois em cinco afegãos adultos sabem ler. Um dos fundadores do Clube do Livro do Afeganistão diz que a leitura de um livro cria uma pausa na vida diária, e isola o leitor do ambiente que o cerca, especialmente em locais onde há guerra. Cabul tem 60 livrarias e 22 editoras.

Estadão Internacional - 07.02.18

África

Professor de Gana ensina os alunos a usarem o Word com desenhos na lousa

Um post no Facebook feito por um professor de Gana viralizou na internet e emocionou milhares de pessoas. A escassez de recursos não foi desculpa para que ele não ensinasse TCI (Tecnologia de Comunicação e Informação) aos seus alunos. Sem computador, ele ensina tudo na lousa. O desenho do professor é um print exato da tela. Os alunos copiam em seus cadernos e podem estudá-lo. “Faço isso para que meus alunos entendam o que estou ensinando. Para que eles tenham, ao menos, uma noção do que veriam se estivessem em um computador.”

Awebic - 26.02.2018

América do Norte

Analizan papel clave de la radio en la FIL Minería

No âmbito da programação de exposições de livros da 39 FIL do Palacio de Minería, foram apresentados no Auditório Sotero Prieto ontem os livros "La magia del inalámbrico" e "Historia e imágenes de la radio en México", dos pesquisadores Virginia Medina Ávila, Gilberto Vargas Arana e José Botello Hernández. Essas publicações mostram detalhes da irrupção do rádio em nosso país nos anos 20 do século passado até nossos dias. A mesa redonda, mediada pelo professor Arturo Salcedo e integrada pelo autor e especialista Enrique López Rascón, contribuiu para os comentários da Dra. Virginia Medina Ávila, que elogiou o trabalho da equipe de pesquisadores, que conseguiram narrar as origens da rádio mexicana, para dizer como ocorreram as primeiras transmissões e os protagonistas que as promoviam. Para eles, "Investigar as novas provas documentais, discriminadas e examinadas, além dos trabalhos considerados canônicos nesta área, foi um trabalho de verdadeira dedicação e compromisso ". Os investigadores da UNAM buscaram destacar a inovação e utilidade que a rádio teve durante a Revolução Mexicana, expondo também a cronologia fotográfica deste meio de comunicação.

La Razón de México - 02.03.2018

América Central

En la América colonial también se escribía ficción

O debate sobre se na América colonial se escrevia ficção ou apenas crônica conta com um elemento mais à favor do romance: um texto perdido na Hispanic Society de Nueva York foi encontrado pela Professora Belinda Palacios. O texto, escrito provavelmente pelo frade agostiniano Martín de León y Cárdenas, enriquece os conhecimentos sobre como se vivia no século XVI. A importância da obra encontrada reside principalmente no fato de ser um exemplo de prosa colonial e confirma que houve uma escrita de ficção na América colonial. São textos que narravam o que acontecia nas colônias.

El Nuevo Diario - 24.02.2018

América do Sul

Metrô promove Troca-troca de livros na estação Central

Na próxima quinta-feira, o MetrôRio vai promover mais uma edição do Troca-troca de livros na estação Central. Para participar, é só levar até três livros usados e em perfeito estado até a biblioteca Estação Leitura, que fica no mezanino, próximo ao acesso principal (SuperVia), entre 14h e 20h. Chegando lá, basta escolher até três títulos expostos nas prateleiras e se deliciar com novas histórias. Importante: não serão aceitos livros didáticos ou escolares no Troca-troca. Com a ação, o MetrôRio reafirma o papel de agente de transformação e inclusão social, fomentando a cultura e incentivando o prazer proporcionado pela literatura.

Correio do Brasil - 26.02.2018

Europa

El arte y literatura deben tener libertad sin restricción, dice el escritor Vargas Llosa

O escritor Mario Vargas Llosa se mostrou favorável à ideia de que, na arte e na literatura, o que deve prevalecer é a liberdade mais irrestrita possível, ainda que uma obra exponha o pior da sociedade. Para o autor, não são os governos que devem ditar os limites para a liberdade de expressão, mas sim as leis e os tribunais. Em uma entrevista realizada em Madrid, em decorrência do lançamento de seu novo livro, "La llamada de la Tribu", Vargas Llosa opinou sobre a polêmica ocorrida na Feira Internacional de Arte Contemporânea, celebrada na capital espanhola em fevereiro deste ano, da obra "Presos políticos de la España contemporánea", do artista Santiago Sierra.

La Prensa - 01.03.2018

Oceania

A Free Flame review: Ann-Marie Priest examines the lives of four women writers

Nunca foi fácil ganhar a vida como escritora independente na Austrália. Na década de 1890, Henry Lawson aconselhou quem aspirasse a uma carreira literária fugir do país ou se equipar com uma arma e um espelho. Estas foram as únicas opções para evitar a luta interminável contra dificuldades econômicas e a aceitação rancorosa que ele viu como o destino das escritoras australianas. O livro "A free flame" é um retrato fascinante de um grupo de uma geração de mulheres líderes do século XX, que parecem ter desfrutado de longas e bem sucedidas carreiras literárias. Mas apesar de encontrar leitores e atingir o status canônico, nenhuma delas teve facilidade em suas vidas pessoais.

The Canberra Times - 23.02.2018

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