Contra o assédio sexual: um percurso folksonômico

Entendemos assédio sexual como uma coerção de caráter sexual, praticada por uma pessoa em posição hierárquica superior em relação a outra pessoa, envolvendo uma situação de poder dominante no sentido de cercear, deixar a vítima sem saída, mesmo que momentaneamente (SOUZA, 2006).

Doravante, com base nesta definição, consideramos casos e relatos recentes, via Facebook, com as mais diversificadas hashtags, nos atemos a #mexeucomumamexeucomtodas, e questionamos:

De que forma a Biblioteconomia e a Ciência da Informação, no que tange sua relevância enquanto uma ciência social aplicada pode contribuir para esta discussão? Discussão esta que vem sendo ampliada, mas que ainda é restrita e discriminada em determinados estratos da sociedade brasileira.

Para atender a essa especificidade, elencamos a Folksonomia como um conceito que aproxima, dentro da perspectiva da classificação e indexação, a Biblioteconomia e a Ciência da Informação da interação popular. O agrupamento de assuntos nas mídias sociais e a análise dessas informações podem ampliar os debates acerca do tema e, de certa forma, quebrar paradigmas sociais.

Diante disso, assumimos como objetivo geral deste trabalho a avaliação da #hashtag como uma ferramenta para visibilidade de temas de militância de grupos socialmente oprimidos contra casos de assédio sexual relatados na mídia social Facebook. Escolhemos a #mexeucomumamexeucomtodas por sua recente repercussão e contribuição para a visibilidade que merece o tema assédio sexual no ambiente de trabalho.

Destacamos como objetivos específicos: (a) mapear a quantidade de postagens relacionadas à hashtag #mexeucomumamexeucomtodas desde a divulgação da denúncia no quadro #AgoraÉQueSãoElas, da Folha de São Paulo; (b) descrever o gatilho que desencadeou a popularização da hashtag; (c) categorizar as postagens recuperadas e; (d) discutir quanto à utilização das hashtags são importantes para a conscientização e debate contra o assédio sexual.

Referência

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